UOL Carros Salão de Frankfurt 2009
 
28/09/2009 - 15h03

Salão recebeu 850 mil pessoas

Saiu o público da 63ª edição do IAA, o Salão de Frankfurt. Um total de 850 mil pessoas visitaram os pavilhões e estandes do centro de exposições Festhalle/Messe durante o evento, que foi encerrado no último domingo (27). O número é inferior ao da edição de 2007, quando cerca de 1 milhão de pessoas foram conferir de perto as novidades do setor, mas de acordo com o presidente da Associação da Indústria Automotiva Alemã, Matthias Wissmann, as expectativas foram superadas.

 

Afinal, o Salão de Frankfurt 2009 ainda ocorreu sob o signo da crise que varreu a economia mundial e modificou hábitos e investimentos da indústria automotiva. E contou com menos expositores (as japonesas Nissan, Honda e Mitsubishi, por exemplo, não se apresentaram). Na bilheteria, porém, a queda de público pagante foi de apenas 5%, afirmam os organizadores. Ou seja, muita gente se aventurou a pagar por ingressos entre 15 e 47 euros.

 

E quem esteve presente conferiu novidades reais e conceituais, viu pavilhões e estandes das grandes montadoras lotados e ficou com a certeza de que o pior parece ter passado.

 

E UOL Carros esteve lá e relatou e mostrou todas as novidades, como sempre. Obrigado ao excelente trabalho do fotógrafo Murilo Góes. E também à excepcional colaboração do parceiro Carsale, com Carina Mazarotto e Wagner Benedetti Jr., que trouxe as principais atrações do salão em vídeos exclusivos. Finalmente, agradecimento especial ao internauta -- obrigado pela preferência e até as próximas coberturas!

 

  (Por Eugênio Augusto Brito, da Redação)

22/09/2009 - 17h20

Uma opinião de mestre sobre o salão

O Salão de Frankfurt deste ano perdeu parte do seu brilho ainda em função da crise financeira mundial. Embora a situação tenha começado a melhorar, a exposição fecha as portas no dia 27 com 30% menos expositores (Nissan, Honda, Mitsubishi, entre outras, ficaram de fora) e público 25% menor. De qualquer modo, houve umas 30 estreias mundiais dignas de nota, a maioria antecipada pelos próprios fabricantes para ganhar espaço na mídia.

Assim começa a coluna Alta Roda, do experiente jornalista Fernando Calmon, sobre a atual edição do Salão de Frankfurt. Leia a íntegra aqui, no parceiro Interpress Motor.

19/09/2009 - 19h18

E o público veio

O 63º Salão de Frankfurt foi aberto ao público na última quinta-feira (17). Mas ele, o público, resolveu aparecer pra valer apenas neste sábado, primeiro dia livre durante o período de visitação (vale relembrar que ingressos custam 47 euros durante a semana e 15 aos sábados e domingos). E como apareceu.


Fotos: Murilo Góes/UOL

Tomado, o estande da Volkswagen foi um dos mais procurados neste sábado (19)

 

Segundo a organização, um total de 90 mil pessoas era esperado para este que é historicamente o dia de maior presença. No total, cerca de 800 mil pessoas devem visitar os 11 pavilhões e dezenas de estandes do centro de exposições Festhalle/Messe, aqui em Frankfurt, até o dia 27 de setembro.



Em Messe, local do salão, atrações para quem gosta de carrinhos (acima) e carrões


 

Além dos lançamentos mostrados neste blog e das centenas de modelos apresentados, há inúmeras outras atrações para cativar quem compareceu: comidas e bebidas de todo o mundo (e, principalmente, de países europeus) em diversas barracas, venda de miniaturas, brincadeiras e gincanas, cursos de pilotagem, simuladores, pistas de kart e até trilha off-road. Como diz o slogan deste salão, é “viver o que se move". Ou não: aqui tem até salas de shiatsu e o harmonioso espelho d'água com fonte cortando a praça central, onde muitos aproveitaram para deitar e não fazer nada.

 

(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

18/09/2009 - 19h49

Um ícone comunista, de volta às pistas

New Trabant. Ou Trabant nT. Este é o nome do conceito que recria um pequeno mito da Alemanha Oriental comunista. Criado para ser um meio de transporte resistente e barato, mas que (convenhamos) era feio e despojado ao extremo, o modelo original completou 50 anos em 2007 e deu a ideia de reconstrução para a alemã Herpa.


Foto: Murilo Góes/UOL

Trabant nT é recria carrinho mito Alemanha Oriental; CLIQUE NA FOTO para ver mais



Por enquanto, o nT é apenas isso, uma ideia, mas pode ser viabilizado caso o consumidor se mostre disposto a pagar pelo menos 15 mil euros pelo modelo com ar retrô e cor de geladeira da casa da avó. Questionários estão sendo distribuídos ao visitantes do Salão de Frankfurt para registrar a aceitação do público.

O novo modelo seria um veículo elétrico, com potência de 47 kW e alcance de 160 km após carga de 8 horas, dimensões de 3,95 m de comprimento, 1,69 de largura e 1,50 de altura e espaço para quatro pessoas (com um assento de criança extra).


(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

De oásis a miragem em poucas palavras

Decoração verde-amarela, lábaro estrelado no toldo, garrafas com líquidos coloridos e muitas frutas. Em meio a barracas de cerveja alemã, vinho de maçã, chucrutes e fish'n'fries (uma estranha massa enrolada com peixe acompanhada de batatas fritas), foi como avistar um oásis. Bar Brasil.


Foto: Murilo Góes/
UOL

Apesar do visual e do cardápio (no destaque), o Brasil só estava no nome

 

Mas a miragem se desfez ao olharmos de perto este quiosque em uma das ruas internas do complexo Festhalle/Messe, e conversarmos com seus atendentes. Apesar do cardápio prometendo a "original caipirinha" e cheio de drinks típicos de uma praia brasileira, ninguém falava Português, ninguém sabia assoviar o "Ouviram do Ipiranga", ninguém tinha ideia do que era uma cana-de-açúcar.

 

E a tal caipirinha, que custava nada menos que 6 euros (o drink Ipanema valia 4 euros), de original tinha pouco, uma vez que a cachaça "Don Diego" era produzida em Dusseldorf, aqui mesmo, na Alemanha. Se provamos? Trabalhando, não dá.

 

(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

Toyota aposta em números. E perde

Líder mundial em venda de automóveis, mas com dificuldade para manter a posição, a japonesa Toyota fez talvez a mais antipática apresentação de todas as montadoras. O problema veio da importância excessiva em explicar quedas de 43% na Europa Oriental e de 11% na Europa Oriental e do escorregão na venda dos modelos Auris e Yaris no continente. Tivesse apenas falado de carros, se sairia melhor.


Foto: Murilo Góes/
UOL

Híbrido Prius no espaço da Toyota em Frankfurt: muito pouco para a líder mundial

 

Ou não. Num estande sem grandes novidades, mostrou dois protótipos -- evoluções de carros já conhecidos. O primeiro é o conceito Prius Plug-in Hybrid, derivado da terceira geração do mais bem sucedido híbrido do planeta. O outro é o Auris HSD Full Hybrid, que mescla o hatch com jeitão de Corolla à mecânica do Prius.

Por meio de pesquisas na França e Inglaterra, a Toyota chegou à medida mágica de 25 km. É o percurso médio que um jovem faz diariamente nos dois países. Baseado neste valor, a montadora estendeu o potencial elétrico do Prius para que ele possa percorrer esta distância sem depender do motor a combustão. Além disso, o motor de 1,7 l a gasolina de 99 cv começa a trabalhar sem qualquer intervenção do motorista (que teria de fazer sua escolha no Prius tradicional).

 

A ideia é boa, mas com a concorrência a toda, tais números parecem representar uma vantagem menor do que a Toyota esperava.


(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

Ford quer ser global com Fiesta e novo C-Max

A Ford dedicou seu espaço no salão de Frankfurt à sua atual ideia fixa: ser uma companhia com custos menores, imagem amigável e produtos globais. De um lado, os tradicionais modelos de sua escola Kinetic de design, que prega noção de movimento mesmo que o carro esteja parado: Ka e Fiesta, em gerações descoladas da que temos no Brasil, e Focus. De outro, o novo C-Max e uma nova família de motores menos poluentes e até elétricos.

Foto: Murilo Góes/UOL

Novo design da escola Kinetic fez bem ao Fiesta; CLIQUE NA FOTO para ver mais

 

O principal destaque para o público brasileiro ligado nas atrações do salão alemão talvez seja o Fiesta. Lançado no Salão de Genebra do ano passado, o modelo foi o primeiro a integrar o pacote global da marca e deve desembarcar por aqui até o próximo ano como modelo 2011, se nada mudar.

 

Lembra muito o atual Focus, com seus faróis em forma de lança, grade do radiador lembrando uma grande boca e traseira curva. A tal escola Kinetic deu ainda um porte altivo ao novo Fiesta, com uma linha ascendente que sai do farol, integra puxadores das portas e termina num dos ângulos da lanterna traseira em forma de barbatana. Por dentro, acabamento simples, jovem, mas funcional, com destaque para o console central e seus comandos imitando um painel de telefone celular. Em Frankfurt, estreia o motor Duratec de 1,3 l com 60 ou 82 cavalos, para atender a novos limites de emissão europeus.

 

Quanto ao C-Max, ele pode muito bem dar origem a um novo EcoSport, no futuro. Versão bombada do Fiesta, começará a ser produzido em 2010 na Europa e Estados Unidos em versões de cinco e sete lugares, com motores 1,6 l (100 cv) e 2,0 l (145 cv).


(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

No meio do caminho, o Greenpeace...

Abertura ao público do 63º Salão de Frankfurt -- que diga-se de passagem tem ingressos bem caros, a 47 euros nos dias de semana (sábado e domingo, o preço cai para 15 euros) --, mote de evento dedicado a carros elétricos e ecológicos e... o Greenpeace bem na porta do centro de exposições Festhalle/Messe.

Foto: Murilo Góes/UOL

SUV híbrido? Para o Greenpeace, ele continua sendo o vilão do ambiente

 

Para a turma do "verde a qualquer custo", o discurso dos principais fabricantes e da organização do IAA (como o salão é conhecido por aqui) não passa de puro blablablá.

 

"De nada adianta você ter um SUV híbrido", bradava um dos líderes do protesto. "Ele vai ter dois motores grandes e, portanto, fará duas vezes mais estrago ao ambiente. Vai poluir com o diesel e esgotar recursos com o modo elétrico".

 

Para o Greenpeace -- que colocou BMW, Mercedes-Benz e Opel com cara de mau e atropelando o planeta Terra (foto) --, o ideal seria ter cada vez mais veículos pequenos e com motores ultraeconômicos. Aí, sendo elétrico, híbrido ou mesmo a combustível fóssil, estaríamos num caminho menos ruim.

(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

Acuada, Opel mostra novo hatch Astra

Espaço grande, postura acanhada. Assim a Opel se apresentou no Salão de Frankfurt. Com o final de uma longa negociação na qual a GM americana entregou 55% de sua operação europeia aos canadenses da Magna, os integrantes da fabricante alemã liderados por Carl-Peter Foster pareciam cansados e distantes durante a coletiva de imprensa em que mostraram os já conhecidos Insignia (sedã médio-grande que seria o primo rico do nosso Vectra), Ampera (a versão local do elétrico Volt), hatches como o Corsa e o Agila em versões diferenciadas e, única grande novidade, a nova geração do hatch médio Astra.

Foto: Murilo Góes/UOL

Novo Opel Astra abre um abismo para o nosso hatch; CLIQUE NA FOTO para ver mais

 

Mas para quem é brasileiro, bastou. Diferente do modelo entregue com o emblema da Chevrolet, o Astra com o raio na grade é um show de modernidade, a começar do visual, limpo e fluido. Faróis de dupla párabola, lanternas em forma de bumerangue, para-brisas com grande inclinação e carroceria um pouco mais alongada, o "mini Insignia" acaba lembrando, por vezes, um cupê. Por dentro, painel e console envolventes e com opção de duas cores, câmbio curto, volante de três raios multifunção e boas texturas.

 

As versões a gasolina apresentadas variavam do 1,4 l com 87 cv e câmbio de cinco marchas ao 1,6 l turbo de 180 cv e câmbio automático de seis marchas. Além disso, a cinco versões a diesel, que vão do 1,3 l de 95 cv com câmbio de cinco velocidades ao 2,0 l de 160 cv com câmbio automático de 6 velocidades. Os preços, na Alemanha, variam de 15.900 euros a 27.400 euros (algo entre R$ 48 mil e R$ 72 mil).

 

Ao lado do Astra, encontramos o diretor de design da GM para a América Latina, Carlos Barba. Ao ser questionado sobre a influência da Opel sobre os projetos da GM brasileira, e sua possível continuidade, ele respondeu que o consumidor "não deve se preocupar, pois a GM mantém sua participação na Opel, mesmo com diferente intensidade, e, no caso do Brasil, temos nossa própria política de definições e de design". Ou seja, que venha o Agile.

(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

Hyundai apresenta seu ix35, o 'novo Tucson'

A Hyundai deu as primeiras pistas ao mostrar o conceito ix-onic no Salão de Genebra, em março. Agora, em Frankfurt, tratou de revelar a nova geração do SUV Tucson, que segue o padrão de letras e números adotado nos últimos modelos da marca recebendo o nome de ix35.

Foto: Murilo Góes/UOL

Hyundai ix35, o 'novo Tucson', mostra sua cara de mau; CLIQUE NA FOTO para ver mais


E a mudança foi radical para fazer o jipão cair nas graças do público europeu, bem como de outros mercados que também receberão o modelo (não se sabe ainda se o Brasil está na relação): a frente manteve o padrão de duas grades, mas o que antes formava uma figura retangular (e já sem graça), agora ganha a forma de diamante e, em conjunto com os novos faróis afilados, dá ao modelo o aspecto de fera em pleno bote. Luzes de neblina, à frente e atrás, estão inseridas em nichos trapezoidais e capô e laterais ganham ressaltos e sinuosidades ascendentes que fazem o conjunto todo parecer ainda maior. A fórmula prima pela beleza, mas o resultado por vezes parece "inspirado" no que a BMW vem fazendo com seus SUVs, SAVs e afins.

 

Com 4,41 m de comprimento, 1,82 m de altura e 1,66 m de largura, e fabricado na República Checa, o modelo será empurrado por duas opções de propulsores a diesel (1.7 de 115 cv com sistema Stop&Go e câmbio manual de seis marchas e 2.0 de até 184 cv com opção de tração 4x4 e câmbio automático também de seis velocidades) e outras duas a gasolina (1.6 Stop&Go de 140 cv a partir de novembro de 2010 e, desde já, o 2.0 Theta II de 163 cv, ambas com câmbio manual).

 

Além do ix35, A Hyundai mostrou o conceito de monovolume urbano híbrido ix-Metro e a versão com menor consumo e emissão de poluentes da família i30, o i30 Blue, nas versões hatch e perua.

(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

17/09/2009 - 15h35

Kia lança Venga para ser vista na Europa

A Kia espalhou outdoors pelas ruas de Frankfurt mostrando grandes olhos focalizando sua nova identidade -- a grade frontal em forma de boca de tigre -- e convidando todos a visitarem seu estande no IAA. Faz parte da estratégia para se tornar mais visível também no Velho Continente. E quem foi conferir o espaço coreano com os próprios olhos deu de cara com duas atualizações e um lançamento.


Foto: Murilo Góes/
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Com nova identidade da marca, Kia Venga mira Europa; CLIQUE NA FOTO para ver mais


O SUV Sorento e a família cee'd (hatch, perua e cupê) foram reestilizados para ficar ainda mais atrativos ao público europeu. Mas a menina-dos-olhos da montadora foi o Venga, cujo nome foi tirado do vocabulário espanhol, por sua sonoridade.

O Venga é um MPV -- veículo multiproposta que, como o Soul importado para o Brasil, fica entre um hatch e um monovolume -- e à primeira vista lembra muito o japonês Honda Fit (chamado de Jazz na Europa). Ele foi projetado com base em pesquisas feitas com o público europeu, é produzido na Europa e o destaque, claro, fica para o espaço interno: o entre-eixos é de 2,61 metros, enquanto o comprimento total é de  4,06 m. Com sete anos de garantia, ele ficará de olho vivo nos rivais Ford Fiesta, Renault Clio, Volkswagen Polo e o próprio Honda Jazz.

Sob o capô, blocos a diesel ou a gasolina, com 1,4 l ou 1,6 l, capazes de gerar 76 ou 116 cavalos de potência. Só faltou uma espiadinha nos preços, o que a Kia não permitiu.

 

(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

16/09/2009 - 19h46

Mercedes-Benz une passado, presente e futuro

Vermelho e reluzente, o Mercedes-Benz SLS AMG "asa-de-gaivota" tem traços retrô, mas foi apresentado em Frankfurt pelo mais jovem campeão da Fórmula 1, o inglês Lewis Hamilton. Nada mais apropriado para mostrar a mescla entre o passado e o futuro, tanto no modelo como em todo o pavilhão da marca alemã, outra das donas da festa em Frankfurt.


Foto: Murilo Góes/UOL

Frente, porte e abertura de portas são totalmente inspirados no modelo cinquentão


Inspirado no 300SL Gullwing Coupé, clássico da década de 1950, o SLS tem o toque da preparadora oficial da Mercedes, responsável pelo motor V8 de 6,3 litros e 578 cv de potência. Em conjunto com o câmbio SpeedShift de dupla embreagem e sete velocidades, o propulsor apimentado leva o bólido aos 317 km/h, com aceleração de 0 a 100 km/h em meros 3,8 s. Mas, segundo a montadora, o consumo deste verdadeiro foguete é contido: 7,65 km/l.

O charme da abertura vertical das portas, num ângulo de 70º, dá razão ao apelido do modelo, enquanto detalhes de finalização artesanal remontam a um estilo de outra épocas. Mas o preço pode fazer alguns esquecerem o dia da semana em que estão: na Alemanha e sem impostos ou taxas, não sai por menos de 159 mil euros.

E mais confrontos históricos ocorrem no espaço da Mercedes: estão lá aquele que é considerado o primeiro automóvel do mundo, o Benz Patent Motorwagen de 1886, e sua releitura de 2009, o F-Cell Roadster. E também conceitos híbridos, como o S400, modelos com motorização eficiente, e protótipos elétricos como o Blue Zero, já mostrado no último Salão de Detroit.

 

(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

Audi elétrico chega ao Brasil em 2012

A ocasião faz o... . Ditos populares a parte, a maior conscientização ambiental e a crise fomentam, e não é de hoje, discussões sobre alternativas aos veiculos movidos a derivados de petróleo. Na Europa, a discussão já passou por carros híbridos, "verdes" (que consomem e poluem menos, mesmo usando diesel ou gasolina), veículos a hidrogênio e agora, como se vê no Salão de Frankfurt, a bola da vez é o elétrico puro (sem o uso integrado de outra tecnologia, mistura que daria novamente em um híbrido). A Audi foi uma das marcas a revelar sua aposta neste sentido: o conceito e-tron (assim mesmo, em minúsculas).


Foto: Murilo Góes/UOL

"Calotas" são ventiladores para os quatro motores;
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Trata-se de um esportivo baseado no R8, como mostram suas formas, mas com quatro motores (um em cada roda) representando uma nova leitura da tração quattro. Alimentados por baterias de íons-lítio que geram 317 cavalos (313 hp) de potência, estes motores permitiriam um torque colossal: quase 460 kgfm de força. Certo, certo, tão colossal que parece ser difícil de ser materializado em desempenho de um veículo real. Tanto que o 0 a 100 km seria feito em "razoáveis" 4,8 s e a aceleração máxima seria de 200 km/h (devido ao limitador eletrônico).

Seria e poderá ser, já que o bólido feito em alumínio e carbono está previsto para ganhar até 2012 (menos de três anos, conte aí) as ruas da Europa... e do Brasil. Quem garante é Paulo Sérgio Kakinoff, presidente da Audi do Brasil, que apresentou o modelo à imprensa brasileira nesta quarta-feira (16), aqui em Festhalle/Messe, frisando que a eletricidade é apenas outra alternativa ao petróleo, como é também o álcool produzido em nosso país.

Quem compraria o carro elétrico da Audi? Provavelmente o mesmo público do R8 Spyder, também mostrado no estande, e que ganhou 15 cavalos em relação ao cupê V10 do qual deriva (um total de 525 cv). O superesportivo conversível, cotado em cerca de 150 mil euros, chegará ao Brasil até o segundo semestre de 2010.

 

(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

Renault Fluence tem vocação para ser 'Mégane brasileiro'

O lançamento da terceira geração do Mégane europeu, há quase um ano, distanciou o Velho Continente do Brasil no que se refere a este modelo. Meses e especulações depois, a Renault parece apontar aqui em Frankfurt qual pode ser o caminho para preencher esta lacuna ao apresentar o sedã Fluence.


Foto: Murilo Góes/UOL

Sedã Renault Fluence tem origem turca;
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O modelo fabricado na Turquia e que será entregue no outono europeu é diferente do cupê, hatch e da perua Mégane 3, existentes na Europa. Tanto que recebeu outro nome. A frente é mais sóbria e a traseira muito menos ousada, embora aposte também em formas fluidas. O resultado acaba remetendo a uma mistura de Chevrolet Vectra e Renault Mégane brasileiros com Fiat Linea (frente) e Audi A6 (traseira).

 

Por dentro, o padrão de acabamento é muito bom, com materiais e texturas suaves, volante de aro mais curto e pegada esportiva, e painel em três órbitas que abusa de grafismos e formas mais "moderninhas", como o uso da cor amarela ao estilo visto no Mégane 3. Ainda, assim, a impressão é de evolução em relação ao Mégane brasileiro, mas sem chegar ao patamar do atual europeu.

 

A motorização para a Europa fica a cargo de quatro blocos a diesel e outros quatro a gasolina -- dois 1.6 16V e dois 2.0 16V (sendo um deles com câmbio CVT). O preço, aqui, começaria em 18 mil euros, algo como R$ 54 mil, sem impostos, taxas e afins. E então, a mistura tem ou não vocação para receber o logo de novo Mégane sedã no Brasil? Opine no campo de comentários abaixo.

 

(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

P.S.: O Fluence tem como medidas 4,62 m de comprimento com 2,70 m de entre-eixos, 1,81 m de largura, 1,48 m de altura e porta-malas de aproximadamente 530 litros.

Ferrari e Maserati fazem sangue alemão ferver

UOL Carros prometeu espaço exclusivo para Ferrari e Maserati e agora cumpre a dívida com os amantes dos superesportivos italianos. De primeira, falamos da nova atração da Scuderia Ferrari, a 458 Italia, que sucede a F430.


Foto: Murilo Góes/UOL

Ferrari 458 Italia sucede F430 e
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A receita é para agradar até aos amantes mais puristas: design do estúdio Pininfarina, motor central-traseiro V8 de 4,5 litros com  570 cv (9 mil giros) atuando em conjunto com câmbio de dupla embreagem e sete marchas (o mesmo da Fórmula 1, com trocas por borboletas atrás do volante) para empurrar o bólido com 54 kgfm de força até os 325 km/h. Com tais atributos, a nova Ferrari vai da imobilidade aos 100 km/h em 3,4 segundos. O toque de atualidade vem do farol com uma fileira de LEDs e do menor consumo prometido: 7,5 km/l.

O modelo pode ser visto em detalhes no vídeo feito pelo site parceiro Carsale, abaixo:

 

O estande ferrarista ainda traz a California e o carro da Fórmula 1 que deu o vice-campeonato de 2008 ao brasileiro Felipe Massa.

 

Já do lado da Maserati, há a estreia do GranCabrio, primeiro conversível de quatro lugares na história da marca do tridente, equipado com motor V8 4.7 de 327 cv.

 

(Por Eugênio Augusto Brito, enviado especial a Frankfurt)

 

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